A multinacional britânica de biotecnologia Oxitec decidiu ampliar a produção do Sparks no Brasil para atender o mercado interno e outros países na América Latina e Ásia. A decisão chega no momento em que São Paulo enfrenta estado de emergência contra a dengue. Com a ampliação da fábrica em Campinas (SP), será possível atender 100 milhões de pessoas, o que tornará a unidade da Oxitec a maior do mundo.
O Sparks é um produto baseado na tecnologia Wolbachia, bactéria presente naturalmente em cerca de 60% dos insetos, mas ausente no Aedes aegypti, o mosquito causador da dengue. Quando introduzida no mosquito, a Wolbachia impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam, contribuindo para a redução dessas doenças.
Essa inovação se soma a outras tecnologias existentes, como o Aedes do Bem, da própria Oxitec, em que mosquitos geneticamente modificados atuam na supressão da população do vetor a partir de sua reprodução.
No Brasil, foram mais de 6,5 milhões de casos prováveis de dengue no ano passado e 5.872 mortes confirmadas até dezembro. Nos primeiros meses deste ano, São Paulo lidera os números, com 375 mil casos prováveis e 238 das 322 mortes confirmadas no país.
Com Stéfanie Rigamonti
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