Bancos credores protestaram formalmente contra a proposta de plano de recuperação judicial apresentada pela Polishop, empresa fundada por João Appolinário, empresário nacionalmente conhecido pela participação no “Shark Tank Brasil”.
O programa da Sony Channel é uma versão de um reality show norte-americano no qual empreendedores pré-selecionados apresentam suas ideias de negócios para uma turma de investidores, os chamados “tubarões”. O dono da Polishop (Polimport Comércio e Exportação Ltda) era um desses “tubarões”.
A empresa, que entrou em recuperação judicial no ano passado por não conseguir pagar dívidas estimadas em R$ 395 milhões, apresentou um plano de pagamento que prevê um desconto de 90% nos débitos com instituições financeiras e outros credores.
Além disso, o termo prevê uma carência de 20 meses e pagamento ao longo de dez anos.
O que diz cada um
O Safra disse à Justiça que a proposta é “aviltante, abusiva e ilegal”. O Banco do Brasil afirmou no processo que a proposta revela a incapacidade da Polishop de se reerguer pelas próprias forças e que significaria a imposição de um “sacrifício excessivo e injusto” aos credores.
O Bradesco disse na ação que o abatimento de 90% é uma “tentativa de anular o direito do credor de receber por seu crédito, ultrapassando qualquer limite suportável”.
O Pine chamou a proposta de “vergonhosa” e “disparatada”.
Falência é pior para todos, diz empresa
Em manifestação anexada no processo, a Polishop disse estar ciente das “objeções” apresentadas e que os credores terão a oportunidade de debater os termos da proposta durante a assembleia, marcada pela Justiça para o dia 11 de junho.
Ao apresentar o plano, a empresa disse que o salvamento da Polishop pode preservar empregos e dar aos credores um retorno financeiro maior, levando em conta que “a falência é muito mais prejudicial a todos”. Disse que tudo foi feito com base em critérios técnicos.
Se não for aprovada pela assembleia, a empresa corre o risco de ter a falência decretada pela Justiça.
A Polishop foi fundada em 1995 por Appolinário, que segue no comando da companhia. O negócio começou com televenda e, cinco anos depois, migrou para a internet. Somente em 2003, foi inaugurada a primeira loja física, em São Paulo. Em paralelo, Appolinário criou um canal de TV, que serviu de vitrine para os produtos vendidos pela rede.
Com Stéfanie Rigamonti
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