Esta quinta-feira (3) foi marcada por reações ao que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou de “Dia da Libertação” —o tarifaço de pelo menos 10% imposto a produtos importados de praticamente todos os países, além de taxas adicionais a um grupo que inclui China, União Europeia e Japão.
O mercado financeiro afundou, com as bolsas americanas tendo o pior dia desde o pico de 2020 da crise da Covid. A Organização Mundial do Comércio estimou que o comércio global pode ter uma contração de pelo menos 1%. A Casa Branca veio a público tentar explicar a fórmula que definiu as tarifas, após analistas apontarem inconsistências entre o que foi apresentado por Trump e o que é cobrado na prática.
Na diplomacia, muitos países criticaram os Estados Unidos. O premiê da Austrália afirmou que “esse não é o ato de um amigo”, o do Japão se disse desapontado, um porta-voz da China prometeu contramedidas e a presidente da Comissão Europeia falou em “consequências terríveis”. O presidente Lula (PT) disse que tomará “todas as medidas cabíveis” para defender as empresas e os trabalhadores brasileiros.
O Café da Manhã desta sexta-feira (4) apresenta as primeiras reações, analisa os primeiros impactos e discute as principais dúvidas que ainda cercam o tarifaço anunciado por Donald Trump. O entrevistado é o consultor em comércio internacional Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do governo brasileiro.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Laura Lewer e Lucas Monteiro. A edição de som é de Thomé Granemann.