O sonho dos empresários André Skaf e Fernando Arruda Botelho de construir um novo aeroporto em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, foi desfeito na última quinta (20) pela SAC (Secretaria Nacional de Aviação Civil), que revogou a autorização dada anteriormente ao empreendimento.
Quando foi anunciado, há cerca de uma década, o prefeito de São Paulo era Fernando Haddad (hoje ministro da Fazenda). O projeto previa, à época, investimentos de cerca de R$ 1 bilhão e seria conduzido pela Harpia Logística, empresas de Skaf e Arruda Botelho, que faleceu em 2012 vítima de um acidente aéreo.
A ideia era ter uma alternativa ao aeroporto de Congonhas, já saturado diante de dificuldades de ampliação de capacidade. Outros projetos privados surgiram naquele momento, mas até hoje, somente o aeroporto Catarina, voltado à aviação executiva, saiu do papel.
Apesar da liberação pela SAC naquele momento, a prefeitura de São Paulo barrou o projeto porque seria construído em uma área de proteção ambiental.
A Harpia afirmou à época que a conservação do ambiente era prioridade máxima da proposta técnica de construção do aeroporto. À prefeitura, a companhia disse que cada detalhe do projeto tinha sido planejado para causar o menor impacto.
Com Stéfanie Rigamonti
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